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HONRANDO MEUS ANSCESTRAIS

Atualizado: 3 de dez. de 2020

Minha avó Tina foi benzedeira lá no Rio de Janeiro, em Madureira. Durante minhas férias gostava de observar as mães levando os bebes e as crianças, as vezes iam elas mesmas receber o cuidado... A Vó Tina usava várias ervas: a arruda, a espada de são Jorge, o mentrasto e benzia o quebranto e o mau olhado. As vezes usava uma faca para benzer o cobreiro que desaparecia ou "secava" em 24h. Rezava também a erisipela e fazia emplastos. Dava aos bebes um galho de funcho para as suas mamães fazerem um chá e acabar com as cólicas intestinais. Era lindo ver a gratidão das mães que chegavam com seus bebês chorando e que saiam sorrindo e brincando...

Ah, tinha também a reza da "espinhela caída"... A vó Tina juntava as mãos no alto da cabeça enquanto fazia orações, ia repetindo até ficarem iguais os dois braços....

Também fazia xaropes com rapadura e ervas para bronquite, xarope que minha irmã Luciana, repete até hoje...

Era muito especial a minha querida Vó TINA. Saudades!

Lembrar dela me faz sentir feliz por ter essa história para contar...

Uma mulher curadora, mulher sábia e querida que seguiu para o astral com 90 anos deixando muitas saudades a todos os seus amigos e herdeiros.

Hoje, 2020, estou aqui saudosa e em total reverencia, me vendo concluindo o curso de Fitoterapia aplicada a Sistemas Orgânicos resgatando com certeza um conhecimento de meus ancestrais.





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